Quinta, 17 de Maio de 2012, 18:29 h
RUMO ÀS URNAS | 23/08/2010 - 07:27

Sindicalista estaria "usando" greve para beneficiar categoria

Patrícia Sanches

   A queda-de-braço entre os servidores do Poder Judiciário e o Tribunal de Justiça promete render mais alguns capítulos. Ocorre que mesmo tendo conseguido o tão aclamado pagamento do passivo da conversão da URV em Real de forma parcelada a partir de 2011 e o pagamento de auxílio-alimentação no valor de R$ 400, eles estariam irredutíveis quanto à Resolução 48, que dispõe sobre a exigência de curso superior como requisito para os novos servidores. Nos bastidores, corre a informação de que o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues dos Santos, estaria irredutível quanto a questão e exige que o presidente do TJ José Silvério Gomes aceite que todos os mais de 600 oficiais de justiça devem receber como se tivessem o ensino superior.

   O problema é que muitos não concluíram o terceiro grau. Além disso, prestaram concurso para ensino médio e a alteração acarretaria impactos na folha de pagamento do TJ. Em 11 de agosto o Sinjusmat anunciou o término da greve desde que as propostas feitas aos servidores fossem cumpridas, mas quando Silvério abriu o documento teria se deparado com uma espécie de contraproposta. Ocorre que pelo texto original, que ele havia encaminhado ao sindicato, a Resolução 48 seria discutida depois, mas como o impasse sobre o assunto continua, Silvério avalia se aceita ou não as novas condições impostas.

   O problema é que enquanto a “pendenga” não é solucionada, não são apenas os 600 oficiais de Justiça que continuam em greve, mas sim todos os mais de 4,5 mil servidores. São mais de três meses de paralisação, que prejudicam o andamento de todos os processos que correm em Mato Grosso. Não há ainda um levantamento sobre os prejuízos que a greve tem causado, mas eles são sentidos diariamente pelos advogados, juízes e pela população que precisa dos serviços e não consegue ser atendida. Hoje é mantido apenas 30% do funcionamento, que suprem as questões mais emergenciais.

  Conforme a última proposta feita pelo TJ, após intervenção do Governo, havia ficado estabelecido que o pagamento da URV ocorreria de forma escalonada: em 2011 e 2012 o Paiaguás se comprometeu a repassar R$ 1,5 milhão por mês e em 2013, R$ 2,8 milhões mensais para quitar o pagamento. Não ficou especificado da onde virá o dinheiro, mas a tendência é que seja previsto no orçamento do Governo, ou que o Paiaguás pague os recursos por meio de suplementação de recursos. Além disso, os servidores ganharam o dinheiro a um auxílio-alimentação de R$ 400 – veja mais aqui.

Comentários:
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  • Jose Da Rocha Filho | 25/08/2010 10:52
    CNP

    Caro Fernando Simão,uma greve não é interessante para ninguém.Nem mesmopara os grevistas,que a usam como último recurso para fazer valer seus direitos.Entendo os transtornos que a mesma traz tanto aos advogados quanto aos cidãos que precisam da justiça.Aliás,estes são muito mais prejudicados do que aqueles.Quanto aos advogados que precisam dar nó em pingo d'agua,não deve ser muito difícil.Conheço vários advogados cuja especialidade é exatamente essa.Dentre os diversos exemplo que toda a sociedade conheço,cito o caso do morto que participou de uma audiência em VG.

  • Fernando Simão | 24/08/2010 21:43
    Nova Mutum

    Caros Servidores do Judiciário do estado de Mato Grosso, muito fácil a greve de vocês, tal qual "rebeldes sem causa", enquanto os seus pontos não são cortados. Tal situação, ao meu ver, se equipara à punição dos desembargadores com aposentadoria compulsória. Deve ser o que vcs servidores estão esperando. Enquanto isso a classe dos advogados do MT permanece à mercê das vossas vontades e tendo que "dar nó em pingo d'água" para fechar a conta no final do mês. Lembrem-se, nós não estamos em greve, precisamos e queremos trabalhar.... POR FAVOR, CRIEM VERGONHA NA CARA E DEVOLVAM O NOSSO JUDICIÁRIO...

  • Juliano | 23/08/2010 15:04

    Ficaria meio estranho, senão inconstitucional o fato de se fazer concurso para nivel médio e depois querer receber como nivel superior. Creio que seria classificado como transposição. Mas cada um acha o que quer, no Brasil está virando normalidade o pessoal atacar a CF para mudar de carreira em vez de estudar e passar em concurso.

  • Maria Eduarda | 23/08/2010 10:44
    CUIABA

    EM OUTROS ESTADOS TODOS OS OFICIAIS DE JUSTIÇA JÁ SÃO ENQUADRADOS NO NÍVEL SUPERIOR MESMO TENDO FEITO CONCURSO COMO NÍVEL MÉDIO. PORQUE NÃO AQUI TBÉM? MEU PAI É OFICIAL DE JUSTIÇA FEDERAL AQUI EM CUIABÁ ELE TEM APENAS NÍVEL MÉDIO E É ENQUADRADO NO NÍVEL SUPERIOR ASSIM COMO OUTROS OFICIAIS. ELES MERECEM PORQUE ELES PASSAM POR MUITAS SITUAÇÕES PERIGOSAS.

  • Luis Medeiros | 23/08/2010 10:32
    sinop

    Parabéns ao presidente deste sindicato. Os oficiais de Justiça deste tribunal sempre foram achacados com misérias, enquanto os desembargadores inchavam, como prova reportagens deste blog, a folha de pagamentos.....






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